"Como começar uma cidade? Quando enxerga algo do outro em você? De que é feita a memória?"

domingo, 6 de junho de 2010

Cassiano Ricardo - Por Carolina, nº7


Cassiano Ricardo Leite, nasceu em São José dos campos no dia 26 de julho de 1895 e morreu no Rio de Janeiro no dia 14 de janeiro de 1974. Foi um jornalista, poeta e ensaísta brasileiro.
Representante do modernismo de tendências nacionalistas, esteve associado aos grupos Verde-Amarelo, Anta e foi fundador do grupo da Bandeira. Pertenceu às academias paulistas e brasileiras de letras.
Formou-se em direito no Rio de Janeiro, em 1917. Rumando para São Paulo, trabalhou como jornalista em diversas publicações, e chegou a fundar alguns jornais. Em 1924 fundou A Novíssima, revista modernista. Em 1928 publicou sua grande obra, Martim Cererê, experiência modernista que se coloca lado a lado com Macunaíma (de Mario de Andrade e Cobra Norato).
Foi um dos baluartes ao lado de Menotti Del Picchia, Cândido Mota Filho, Plínio Salgado e Raul Bopp no grande movimento de reforma literária durante a famosa Semana de Arte Moderna que aconteceu em 1922, quando teve atuação destacada com os grupos “Anta” e “Verde-Amarelo“.
Em 1950 foi eleito presidente do Clube da Poesia de São Paulo, e entre 1953 e 1954, foi chefe do Escritório Comercial do Brasil em Paris, vindo ocupar outros cargos públicos nos anos seguintes.
Sua obra passa por diversos momentos; inicialmente apresenta-se presa ao Parnasianismo e ao Simbolismo. Com a fase modernista, explora temas nacionalistas e depois restringe-se mais, louvando a epopéia bandeirantes. Por fim detém-se em temais mais intimistas, cotidianos.
Cassiano Ricardo, teve mais de 50 livros publicados, entre poesia e teoria literári e com apenas 16 anos de idade já publicava seu primeiro livro de poesias.

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