"Como começar uma cidade? Quando enxerga algo do outro em você? De que é feita a memória?"

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Vittorio Gobbis - Mariana nº20

Vottorio Gobbis era um homem ítalo brasileiro, nasceu em 20 de janeiro de 1894 na cidade de Motta di Livenza e faleceu em São Paulo em 1968. Ele participou da Primeira Guerra Mundial, mas logo após seu término, foi estudar na Academia de Belas Artes, em Veneza. Ele era pintor, desenhista, gravador e restaurador.

Cajus - óleo sobre tela
Seu pai pintava igrejas, mas não queria que seu filho seguisse o mesmo caminho das artes plásticas. Portanto, mandou-o para a Romênia, onde ele devia ser treinado para comercializar. Porém, ele fugiu e foi para Trevisco, uma cidade perto de Motta di Livenza, e lá conseguiu um trabalho em um ateliê, onde seu ofício era restaurar os quadros.
Quando veio ao Brasil, seu propósito era de não mais pintar, porém logo voltou a fazê-lo. Em 1932, ele vira sócio fundador da SPAM (Sociedade Pró Arte Moderna) e do CAM (Clube de Arte Moderna), e faz sua primeira exposição em 1933. Em 1935, participa da Exposição Internacional de Pintura, junto com Candido Portinari, nos EUA.
Pouco antes de morrer, ele é convidado a restaurar o quadro da Santa Ceia, de Antonio Gomide, que foi doado a USP, em 1965.
Curiosidades:
Na Academia de Belas Artes, Gobbis era um aluno muito briguento e encrenqueiro, porém estudioso.
Quando veio ao Brasil, largou seu emprego, dinheiro, família e até mesmo quadros, e quando cheogu aqui nao tinha nada.
Ele organizou o primeiro Salão de Arte da Feira Nacional das Indústrias, em 1941.
Fonte:
Obra de Ismael Nery: Namorados por Matheus 7A 22



Ismael Nery por Matheus 7A 22

Nascido no Pará em 9 de outubro no ano de 1900, e morto em 6 de abril de 1934 no Rio de janeiro, não era só um artista era também: filósofo, arquiteto, desenhista e etc. Teve uma vida bastante complicada. Perdeu seu pai com 9 anos e foi para o Rio de janeiro. Onde aos 15 anos entrou na Escola Nacional de Belas Artes.Ele não se adaptara ao caráter acadêmico do curso e saiu logo no seu primeiro ano.Perdeu também seu irmão mais velho aos 18 anos. Em 1921 fez sua primeira viagem à Europa para estudar arte. Na Europa ele começou a fazer o surrealismo e o cubismo.Ele foi conhecido no Brasil como o ¨pintor maldito¨ pois não queria uma obra com identidade nacional nem um modernismo brasileiro, mas sim queria uma arte internacional e não queria criar uma identidade para a arte brasileira. Aos 30 anos descobre a tuberculose que o mataria em poucos anos e em 1934 morreu.

domingo, 6 de junho de 2010

Poema de Cassiano Ricardo - Por Carolina, nº7

IMPROVISO

... Até que um dia,
quando menos se espera,
surge uma casa dentro do sertão
surge outra casa dentro do sertão
surge outra casa uma porção de telhas novas cor
de brasa uma porção de casas.

E uma cidade como caixa de surpresa
listou de branco e de vermelho o silêncio da grota.
Um trem de ferro passa cheio de imigrantes...
(Há em seu apito como um grito de alvorada e de tristeza:
há em toda terra um choro típico de criança,
gosto de lágrimas misturadas com esperança).

(de Vamos caçar papagaios)

Cassiano Ricardo - Por Carolina, nº7


Cassiano Ricardo Leite, nasceu em São José dos campos no dia 26 de julho de 1895 e morreu no Rio de Janeiro no dia 14 de janeiro de 1974. Foi um jornalista, poeta e ensaísta brasileiro.
Representante do modernismo de tendências nacionalistas, esteve associado aos grupos Verde-Amarelo, Anta e foi fundador do grupo da Bandeira. Pertenceu às academias paulistas e brasileiras de letras.
Formou-se em direito no Rio de Janeiro, em 1917. Rumando para São Paulo, trabalhou como jornalista em diversas publicações, e chegou a fundar alguns jornais. Em 1924 fundou A Novíssima, revista modernista. Em 1928 publicou sua grande obra, Martim Cererê, experiência modernista que se coloca lado a lado com Macunaíma (de Mario de Andrade e Cobra Norato).
Foi um dos baluartes ao lado de Menotti Del Picchia, Cândido Mota Filho, Plínio Salgado e Raul Bopp no grande movimento de reforma literária durante a famosa Semana de Arte Moderna que aconteceu em 1922, quando teve atuação destacada com os grupos “Anta” e “Verde-Amarelo“.
Em 1950 foi eleito presidente do Clube da Poesia de São Paulo, e entre 1953 e 1954, foi chefe do Escritório Comercial do Brasil em Paris, vindo ocupar outros cargos públicos nos anos seguintes.
Sua obra passa por diversos momentos; inicialmente apresenta-se presa ao Parnasianismo e ao Simbolismo. Com a fase modernista, explora temas nacionalistas e depois restringe-se mais, louvando a epopéia bandeirantes. Por fim detém-se em temais mais intimistas, cotidianos.
Cassiano Ricardo, teve mais de 50 livros publicados, entre poesia e teoria literári e com apenas 16 anos de idade já publicava seu primeiro livro de poesias.

Poema "Ave- Flor" - Por Ana, nº03

Blog de mauricioart :Maurício Costa - Desenho e pintura, 'Ave-flor'

"Ave-flor" - Acrílico sobre tela (detalhe)


Não perde teu rumo que lá vem a onda

de montanhas

Engolindo atomicamente - economicamente, ergonomicamente, lentamente.

E ela está lá,

Tão parada, Tão hostil

Esperando novos ovos povos,

ou qualquer outra bobagem:

-Tão brasileira a ave vegetal!


Felipe Santos

(poema surrealista)

Obras Modernistas - Por Ana, nº03

'Abaporu'-1928
óleo/tela 85 X 73cm
Assin.:"Tarsila",
aniversário de Oswald de Andrade





Baile Popular, de Di Cavalcanti



'Antropofagia'-1929
óleo/tela 126 X 142cm Assin.:"Tarsila 29"



O Mamoeiro'-1925
óleo/tela 67 x 70cm
Assin.:"Tarsila 1925"



Di Cavalcante, Emiliano,
Cinco moças de Guaratinguetá, 1930,
Museo de Arte de SP



A Boba, óleo de Anita Malfatti,
escandalizou Monteiro Lobato (MASP)



'Operários'-1933
óleo/tela 150 X 205cm,
Assin.:"Tarsila 1933"
Col. do Gov. do Estado de São Paulo








































'EFCB' (Estação Central do Brasil)-1924
óleo/tela 142 X 127cm,
Assin.:"TARSILA 1924"
Col. do MAC da USP